Após denúncia, representantes do CREFITO-7 e da SESAB reuniram-se para discutir situação do Hospital Ernesto Simões Filho

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No último dia 16/04, o CREFITO-7 tornou pública uma denúncia feita através do Departamento de Fiscalização que informava que a Gestão do Hospital Ernesto Simões Filho (referência para o enfrentamento da COVID-19) estava dispondo para a equipe de Fisioterapia EPIs de qualidade inferior àqueles ofertados à equipe médica.
No dia 17/04, SESAB entrou em contato e realizou uma reunião por videoconferência com a participação da Dra. Tereza Paim (Subsecretária da SESAB), Dra. Maria Inêz (COREN Bahia), Dra. Ivanilda Brito (SINDISAÚDE Rede Pública), Dr. Marcelo Dourado (assessor jurídico do CREFITO-7) e Dr. Gustavo Vieira (presidente do CREFITO-7).
Dra. Tereza Paim informou que todas as unidades da rede própria da SESAB (da capital e interior) já dispõem de EPIS para os profissionais da equipe multidisciplinar e que o ocorrido no Ernesto Simões foi um erro pontual. Disse que a diretoria da unidade havia sido contactada e garantiu que a distinção entre as equipes não acontecerá mais. Oportunamente, Dr. Gustavo Vieira pautou outras questões relativas aos profissionais da Fisioterapia e Terapia Ocupacional que de alguma forma (servidores ou terceirizados) prestam assistência nos hospitais estaduais.
Foi garantido pela subsecretária que, independente da forma de vínculo, todos trabalhadores terão acesso a treinamentos, testes para COVID-19 (em caso de suspeita de contaminação), ao isolamento em um Hotel contratado pelo Estado para isolamento de profissionais da saúde que forem contaminados e que a SESAB tentará remanejar os trabalhadores que são de grupos de risco para unidades que a exposição ao novo Coronavírus seja minimizado.
O CREFITO-7 se colocou à disposição da SESAB para, em parceria com a ASSOBRAFIR, realizar treinamentos para os profissionais que trabalharão com o manejo de pacientes críticos em UTIs.
Ressalta-se a importância da cooperação dos profissionais da Fisioterapia e Terapia Ocupacional denunciando ao Conselho e demais órgãos de fiscalização quaisquer irregularidades encontradas, resguardando assim a dignidade da profissão além da saúde de nossos colegas e pacientes.